
Hoje de manhã li no jornal que 65% da população que usa drogas é de classe média e alta, não sei quantos são filhinhos de papai, e a maioria é branca. Também dizia que o consumidor médio gasta em torno de R$ 45 por mês.
Sentei, fiquei pensando o que isso significa. Primeiro, que pobre sabe gastar dinheiro em coisas que não são droga. Eles têm reais necessidades e não gastam dinheiro com supérfluos (ou lazer, mas isso é outra história).
Além disso, prova que drogas no Brasil são é muito baratas mesmo. R$ 45 por mês?! Se eu quiser ir no cinema duas vezes por mês gastarei mais que isso. Se eu quiser jantar fora um vez, gastarei mais que isso. O que eu entendo com essa estatística? Não existe lazer de qualidade a preço baixo no Brasil.
Ah, mas é a classe alta que usa drogas! Sim, mas rico é muquirana! Oras, por que qualquer pessoa vai querer gastar R$ 1.500 numa balada - como a Veja São Paulo tão ilustradamente mostrou na edição do último domingo, se com R$ 5 pode fazer uma sessão de relaxamento mental com um baseado? Lógico que, como a Veja também mostrou, quem gasta gosta de gastar muito, e honestamente, acho o dado de R$ 45/ mês incorreto.
Mas o que mais me incomodou na reportagem não foram as estatísticas bizarras, e sim, a manchete, "tropa de elite - jovens brancos e ricos financiam o tráfico. Aí tem esse filme ridículo querendo bancar de falso moralista acusando a classe média (que não existe no Brasil, mas aí é só ler meus posts antigos para entender) de sustentar o mundo das drogas, que as mortes na favela acontecem por causa deles. Não. As mortes nas favelas acontecem por causa dos traficantes. Apregoar isso é ridículo, é fazer do bandido coitadinho, "empurrado para o mundo do tráfico porque é dinheiro fácil". Não é fácil e ele sabem muito bem onde está se metendo, mas como o futuro é pior ainda para alguém sem educação, melhor correr o risco. Dizer que é culpa do usuário é o mesmo que pensar há 30 anos atrás que a Pepsi bombardearia o prédio da Coca-Cola para conseguir seus consumidores, ou que Steve Jobs matararia Bill Gates porque o Windows se tornou a plataforma mais lucrativa com o uso do PC, e o pior, que os consumidores causaram isso!
Só no Brasil o cara que paga a puta é que tá errado, afinal, a coitadinha foi "forçada" a isso. Aí, meus caros, a culpa é...
sim...
do...
GOVERNO!
Não são eles que devem investir em infraestrutura? Não são eles que devem investir em educação?
E quem é para julgar se a mulher quer vender o corpo? Se paga melhor que outros trabalhos que ela não está disposta a fazer, a responsabilidade é dela. Isso é um falso moralismo! Aliás, também diz a reportagem que mais de 80% dos usuários de drogas é católico - ahhh, os católicos "não-praticantes". Mas que raios é isso? É como fingir tomar banho, entrar embaixo da água e não usar sabão?
É falso moralismo meter o pau nas drogas, porque se fossem ruins ninguém usava, e infelizmente terei que usar o chavão "tudo em excesso faz mal" para dizer que a única coisa que difere a cocaína da coca-cola, o chocolate da maconha, o ecstasy do Prozac são os valores moralistas da nossa sociedade.
Tribos indígenas e outras culturas usam drogas nas mais variadas formas, mas nesta sociedade pseudo-cristã onde tudo é pecado e tudo é proibido foi decidido que algumas coisas eram errado e outras eram certas. Não consigo aceitar as banquinhas de Marlboro no supermercado como um cassino de drogas legais. Legais como?
"Ah, então ou proíbe tudo ou libera tudo!" - Não preciso dizer qual minha opinião. Se proibições resolvessem, os 10 mandamentos teriam consertado o planeta.
Até quando o ser humano será hipócrita de pôr a culpa nos outros por suas próprias fraquezas? Por que não aceitar o que somos e vivem sendo honestos com nós mesmos?
Todos temos vícios, mas o que mata na favela é a hipocrisia.
Wednesday, October 24, 2007
Dois Pesos, Duas Medidas
Thursday, March 29, 2007
Demoncracy: Constitution for the Masses.

Dra. Fenna says:
hi, dear
- ρ® - says:
hey!
Dra. Fenna says:
tudo ok aí?
- ρ® - says:
q me conta?
- ρ® - says:
sim... fazendo uns relatórios do mês
Dra. Fenna says:
ih.. nada... haaha
Dra. Fenna says:
que divertido
- ρ® - says:
e a escolinha?
Dra. Fenna says:
escolinha é foda
- ρ® - says:
hehehee :P
Dra. Fenna says:
eu e meus amiguinhos temos estudado colagem, pintura de dedo e a constituição do Brasil.. heeh
- ρ® - says:
ehhhhhhhh
- ρ® - says:
colagem?
- ρ® - says:
cola de emenda é
- ρ® - says:
de constituição - um jornal velho e sem propósito..
- ρ® - says:
Além de pôr pro cachorro fazer xixi na área de serviço
Dra. Fenna says:
Nada... Descobri que vou pegar um salário, e fazer de tudo.
Dra. Fenna says:
Vou pro cinema, balada, alugar uma casa, passear e estudar.
Dra. Fenna says:
E quem tentar me impedir, enfio a constituição na cara.
- ρ® - says:
hahahahahahhahahahahahahaah
- ρ® - says:
HAHAHAHAHHAHAHAHAH sensacional
- ρ® - says:
Acho q essa é uma das propostas mais inteligentes q ouvi na vida.
- ρ® - says:
Estou planejando já pegar um salário mínimo, qto é?
- ρ® - says:
E pagaremos qto o IBGE mostra no ratio que deve ser gasto com cada necessidade básica
Dra. Fenna says:
Acho que 350, ainda.
Dra. Fenna says:
demoro
Dra. Fenna says:
Inclusive, vou ao show do RDB, que ouvi que tá mil o ingresso.
- ρ® - says:
mil?
- ρ® - says:
Mil... REAIS?
Dra. Fenna says:
Pois é
- ρ® - says:
o RDB?
Dra. Fenna says:
O mais caro, mas... putz...
- ρ® - says:
E pra q vc quer ver isso????
Dra. Fenna says:
Opa... e aposto que já acabou
Dra. Fenna says:
Ah, pq foi o que eu vi quer era mil... vou comprar com meu salário mínimo, e quero troco
- ρ® - says:
O mais caro do Roger Waters era 500.
- ρ® - says:
Mas ele é músico.
Dra. Fenna says:
Mas ele não tem uma novela com o nome dele, oras.
- ρ® - says:
Ele tem uma ópera!
Dra. Fenna says:
na,na,na...
Dra. Fenna says:
novela
- ρ® - says:
pois é, é muito mais cultural.
Dra. Fenna says:
maior alcance de massas, querida.
- ρ® - says:
Se eu quisesse massa eu ia à cantina italiana. Ou transava comigo mesma.
Monday, March 26, 2007
A primeira vez a gente nunca esquece.
Excuse-moi mon françois, QUE SHOW FODA!!!!
Eu acho que este post poderia chamar-se "uma imagem vale mais que mil palavras" porque não haverá descrição em qualquer idioma que eu conheça que seja capaz de exprimir a sensação de ter estado no show do Roger Waters no Estádio do Morumbi sábado. Eu já fui em muitos shows na vida, shows de bandas que eu curto pra caramba, como o Pantera - que, aliás, havia esquecido ter ido no show no Olympia, há trilhões de anos atrás - e não consigo me lembrar de um show que tenha sido melhor que esse. Se bem que com o comentário anterior eu não tenho muita credibilidade, mas o ponto é, acho que este foi, sem dúvida um show completo.
Quando eu tinha 12 anos ouvi The Wall pela primeira vez. Lembro-me exatamente o que estava fazendo: estava na 7a. série, estudava à tarde e tinha saído mais cedo e ido na casa de uma colega. Conversamos sobre maconha e LSD - uma querendo impressionar a outra mais [no maior estilo Christiane F.], mas acho que ambas sabiam que mentiam descaradamente. Ela pegou o disco do tio e disse, "esse som é muito louco!"
Fiquei ouvindo, prestando atenção na letra.
Mudou minha vida. A cada palavra eu pensava no meu pai repressor, na minha mãe conservadora, nos meus professores retrógrados. Era como se cada riff e cada verso expusessem o que eu havia sonhado em dizer a vida toda! Toda a ironia desta sociedade, que décadas depois permanece igual.
Só fui assistir o filme no ano seguinte. Passou na Bandeirantes, e eu estava na casa de uma outra colega, agora na 8a série, e estudando de manhã. Fomos pra casa dela à tarde e fiquei lá até o filme. Ela era punk. E eu tinha cabelo roxo e moicano. Assistir o que eu visualizara ouvindo as músicas foi transcendental.
O mais bizarro, intrigante até, é que hoje eu sou professora, e subconscientemente sempre me dizia querer ser professora para ser diferente de tudo o que eu tinha visto antes.
Eu sempre quis ser diferente de tudo eu que havia visto antes.
Assim posso garantir que Pink Floyd foi fundamental na formação do meu caráter. E digo mais, acho que deviam ensinar as crianças do Ensino Fundamental a cantar The Wall, do Ensino Médio a cantar Dark Side, e discutir política e história internacional como todas as letras do Roger Waters. É simplesmente uma aula de história e de sociologia.
Então, agora fica fácil dizer, que não há como dizer, como foi ouvir tudo isso vinte anos depois de ter ouvido e primeira vez, e se lembrar como se fosse a primeira vez.
Thursday, March 22, 2007
Get a fucking life. Or kill yourself, dammit.

Não, não, eu não estou de TPM. Quisera eu! Meus problemas seriam facilmente resolvidos em uma semana e uma caixa de bombons.
Então, por que tanta ira nesse coraçãozinho? Bom, for starters, eu quero dizer que todas as minhas convicções sobre como jogos são uma coisa positiva, que desenvolvem o raciocício e a memória são uma falácia. Ou não, espera, os jogos que desenvolvem o raciocínio e a memória ainda são ótimos! O problema são os jogadores.
Será que as pessoas são tão losers, tão frustradas, tão ruim de cama, tão pau-pequeno, tão incompetentes pra aprender ou tentar qualquer coisa que precisam - depois da fase de fantasia de pré-adolescente - continuar apenas sonhando?? Aliás, sonhar é bom, mas hummm... continuar apenas se iludindo?? PQP!!
Get a first life é o que eu digo. Fantástica idéia, e pena que não é mais crítica.
O dono da idéia, Darren Foot conta em seu blog:
My Project Du Jour: GetaFirstLife.com
Hey you, get a first life, eh?
First off, I am not a Second Life hater. Let me say that again: I am not a Second Life hater. I’m on record as saying that there’s something important going on inside the game.
Well, I am a second life hater. Acho ridículo, patético, imbecil as pessoas esconderem-se atrás do que não tem capacidade ou coragem de ser. O cara tem medo, bloqueio, e pouca coragem e força de vontade pra estudar guitarra, e começa a "tocar guitarra pra caraleo no Second Life. A patricinha que num tem coragem de ser puta vai virar cafetina lá, o cara que não tem panca pra ser bandido é traficante lá. Ah sim, e ninguém tem que arcar com as consequências de nada. Li numa revista que inclusive um jogador desconectava da net pra não pagar a conta do bar. Patético. LAME SORE LOSER.
Agora imagino a geração de filhos desse povo. Um bando de inconsequentes, um bando de imbecis medrosos inseguros e ridículos. 2015 será conhecido como o início da nova era ultra-romântica-bocagiana onde adultos ultra-reprimidos e inseguros irão começar sua vida profissional, atrás de ridículos bobble-heads pra esconder o que têm medo de mostrar.
Tenho nojo da vulnerabilidade humana. Absolutamente patético. E não pensem que eu não choro. Ontem mesmo de derreti de chorar pela frustração de ter um filho pré-adolescente que é um exemplo da personalidade que descrevi acima. E ontem ele pôs fogo em um monte de coisas dentro do quarto dele, pondo a vida e nossa casa em risco.
Então acho que tenho base suficiente pra criticar with all my will essa imbecilidade toda.
Ah, mas é o RPG que você tanto jogava? Bom, primeiro ele envolvia as pessoas - digamos - fisicamente. Segundo, a gente tinha que bolar toda a história. Éramos os programadores e os jogadores. Hum, meu argumento não serve? Tomara que eu esteja errada então, quem sabe logo logo não precisaremos nem trabalhar, ficaremos todos escondidinhos atrás de vidas sem real problems, real consequences, esperando The Matrix nos desplugar.
Thursday, October 05, 2006
Guidelines to maintaining the peaceful status quo on Planet Earth
A deep-thinking, highly educational, metaphysically transcendent video about how to make this world a better place.
Honestly, I think women should also pay heed to the extremely important item regarding silence where appropriated...
Why do girls have to do in couples to the restroom? Personally, I cannot pee when someone is talking to me. It's difficult to concentrate and even more difficult to keep balance - keeping in mind it's a public restroom and as a proper lady one must master the skill of squatting without bending knees...



